Mais de 2 mil imóveis irregulares em terras públicas na Amazônia podem ser legalizados por “MP da grilagem” 

Veja Isso > Até que ponto nos contaram a verdade...

Está nas mãos do presidente Michel Temer vetar ou sancionar o PLV 12/2017, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), aprovado no Senado no fim de maio. Se sancionado, o projeto, no qual foi convertida a Medida Provisória (MP) 759/2016 (proposta às vésperas do Natal pelo Executivo), pode beneficiar os donos de 2.376 imóveis rurais que incidem integral ou parcialmente em terras públicas não destinadas na Amazônia Legal. Esses imóveis ocupam 6,3 milhões de hectares, mais de 4,8 milhões deles em intersecção com terras da União encampadas no programa Terra Legal. O objetivo do programa, criado em 2009, é cumprir a disposição constitucional de destinar terras pertencentes à União na Amazônia.

Fonte: Mais de 2 mil imóveis irregulares em terras públicas na Amazônia podem ser legalizados por “MP da grilagem” | Congresso em Foco

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Está nas mãos do presidente Michel Temer vetar ou sancionar o PLV 12/2017, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), aprovado no Senado no fim de maio. Se sancionado, o projeto, no qual foi convertida a Medida Provisória (MP) 759/2016 (proposta às vésperas do Natal pelo Executivo), pode beneficiar os donos de 2.376 imóveis rurais que incidem […]

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Grilagem

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Stalin

#Russia
Breno Altman
5 h ·
A MAIS INCRÍVEL DEFESA DO PAPEL HISTÓRICO DE STALIN…
Não sei quem é o autor. Li esse texto na página de Fernanda Candal. Há fatos e pós-fatos na narrativa, além de uma certa poetização do potencial revolucionário da pobreza, mas raramente se vê algo tão original na discussão sobre o papel dos indivíduos na História, especialmente quando o objeto é o mais longevo dos líderes soviéticos.
“Tu discorda de Stalin? Mermão, então dá poder na mão do pedreiro. Dá uma faixa presidencial pr’aquela empregada que tua mãe demitiu porque quebrou o vaso. Coloca como chefe maior do exército o porteiro da tua faculdade. Vê o que acontece. JOSEPH STALIN É O QUE ACONTECE. Vou te contar o porquê.
Ele era mau mesmo. Desgraçado da cabeça. Ele era sujo. Ele jogava pra ganhar. Não sabia brincar mesmo não. Sabe por quê? Pobre aprende desde cedo que a vida bate doído. E que você, cedo ou tarde, mesmo que seja uma única vez, precisa RESPONDER. Precisa bater mais forte e mais pesado do que a vida. Stalin era o cara que podia dar uma resposta daquela vez, e de uma vez por todas.
E Stalin era do gueto, amigo. Stalin era fodido. Filho de sapateiro com lavadeira. Criado na Geórgia. Já foi em Japeri? Caxias? Capão Redondo? A Geórgia era o Capão Redondo do império czarista, mano. Já te disse que Stalin era um fodido? Sim, sim, Stalin era pobre. Proletário. Proletário com P maiúsculo de pisoteado. Em uma sociedade onde não havia a complexificação da nossa depauperada modernização conservadora no capitalismo tardio. Em uma sociedade onde havia milhares de pessoas e quase nenhum indivíduo. Onde a mão de obra assalariada convivia com a servidão feudal. Uma sociedade que não te dava chance nenhuma. Stalin viveu cada porrada, cada castração moral, cada silenciamento, do velho mundo classista.
Stalin era o produto de milênio sobre milênio da violência eslava. Ele tinha uma dieta muito fitness: comia na mão do czarismo o pão que o Diabo amassou todos os dias. Tu acha que o favelado ouve John Lennon?! Favelado, essa criatura que precisa se humilhar pra um cretino branco muito parecido com esses trotskistas de Facebook pra arranjar emprego, essa criatura que passa quatro horas no trânsito, dez no trampo, com sorte, seis dormindo e duas com a família… Tu acha que uma pessoa que foi pisoteada pela vida, castrada de toda e qualquer possibilidade de desenvolver seus potenciais, vilipendiada pelo Estado, estigmatizada pela sociedade… Tu acha que esses caras vão ser gentis, serenos, tolerantes e capazes de indulgir? Olha a quantidade de vídeo de ladrão sendo linchado na favela, estuprador castrado, etc. A Revolução marxista-leninista é a catarse que liberta das profundidades sujas da alma civilizada essa bestialidade toda.
Stalin era o favelado da Rússia, cara. Cansei de conviver com historiadores de nascimento que viraram eletricistas. Juristas abençoados pelos deuses que viraram pedreiros. Artista plástico que teve que ser operário. Atriz que vai parar no telemerketing. Escritor que morre analfabeto. São pessoas reais essas. Não as inventei, existem. Cansei de ver nessa vida bastarda de subúrbio gente com todo o talento do mundo que teve que desperdiçar suas horas trabalhando pra fazer um burguês lucrar. Amiúde às vistas de um chefe ou capataz, merda qualquer de classe média, provavelmente pai, irmão, tio de trotskista. Stalin queria ser poeta e não conseguiu. Tentou ser padre e não tinha fé. Saiu do seminário para a guerrilha. Da guerrilha foi de soldado raso a general. De general a presidente. De presidente a lenda.
As pessoas falam da Revolução como se fosse uma catarse lírica de sonhos entrelaçados de milhões. ‘Sonho que se sonha junto vira realidade’. Não, não. Essa é a superfície que sobra depois da ‘estoriografia’ romantizar e lavar o sangue das praças. A Revolução é uma facada nas costas, um tiro que estoura a cabeça do pai na frente do filho. A Revolução é uma garganta cortada. Um incêndio que devasta um quarteirão. As revoluções são um teatro trágico de ódio e vilania. Não sejamos ingênuos. Os antigos guerreiros inventaram o Bushidô, a Convenção de Genebra, os Códigos da Cavalaria ou a Ética da Cosa Nostra, a Política de Massas do M26, o Zen dos Guerreiros Shaolin, as Instruções do Tio Hoh aos Vietcongs ou o Gramscianismo de raiz… Tudo isso existe pela força daquele notório aforismo de Romero Jucá: ‘Tem que estancar a Sangria’. Uma hora as cabeças vão parar de rolar na guilhotina, a Guarda Vermelha vai voltar pra casa e morar com os pais, Unita e MPLA vão fazer as pazes. Uma hora um dos lados vence ou dá empate. Sejam eles ou a gente. E é a hora da civilização.
Qual rei, imperador, alto-mandatário de nação imperialista iria tolerar sentar à mesa com o pobretão Stalin? Qual intelectual ocidentalizado trotskista iria tolerar ser governado pelo baixo, curvo, escarificado georgiano? Por que os kulaks ucranianos, patriarcas do Holodomor, abririam os silos e distribuiriam comida ao povo? Por Stalin não seria. Ele não tinha espaço para criar ali, entre 1923 e 1947, este grande acordo da paz e do amor geral em sua agenda. Ele tinha que vencer ou morrer. Pra sorte dele, ele não era tão burro como a Cercei do Game of Thrones. Chamam o cara de ditador… Stalin tinha nas suas mãos o poder concentrado de um líder típico de uma sociedade anterior à 3ª Revolução Industrial. Churchil, Getúlio Vargas, Ataturk, Perón… Qual deles não concentrou informação, poder, decisão, formulação em suas políticas? A ideia da democracia como tolerância e expressão é muito nova na vida política do capitalismo. E sempre adotada com grande hipocrisia. Stalin em sua repressão é produto de sua época. Produto da violência e do terror que viveu sua classe. Produto possível do marxismo leninista, que plantou as sementes da censura, do assassinato, do monadismo. Vão ler os livros de Lenin sobre Estado e vejam que ele não era santo também não. Ainda bem que não.
A esquerda defende Stalin? Não. O que mais vi é que na esquerda o chamam de corrupto, louco, babaca, ignorante, privilegiado, etc. Foda-se: Stalin quando morreu só tinha 7 uniformes, um pra cada dia da semana no armário. Seu salário? Ele doava pros amigos de infância. Sua família? Ele optou pela União Soviética. Stalin encarnou com rara austeridade o papel de simbolizar toda uma classe. Austeridade moral, não austeridade miseana. Coisa que textão do Mauro Iasi não tem. Vídeo da Djamila não tem. Musica do Pablo Vittar não tem.
Enfim, eu não defendo Stalin por ser comunista ou de esquerda. O defendo pelo mesmo motivo de eu ser comunista e de esquerda: sou pobre. Devo o dobro do meu salário pro banco, sou um bastardo do cu do mundo, vivendo de aluguel. E me orgulho disso. Stalin era pobre também. E se tem uma coisa que a vida me ensinou é: POBRE NO SUFOCO SE DEFENDE, mermão.”Stalin tatuagem nas costas

LULA2018

#BRASIL
Sobre a fala de Lula, por Diogo Costa
DIOGO COSTA
DOM, 09/07/2017 – 12:47
Foto: Ricardo Stuckert

QUAIS PODERES DESCOMUNAIS POSSUI UM PRESIDENTE?

Outra vez a esquerda se depara com situações concretas sobre as quais não costuma prestar muita atenção. Uma delas é a muito mais do que velha correlação de forças. Antes de ver isso vamos lembrar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma entrevista a uma rádio, salvo engano, da Paraíba, e falou sobre a dificuldade de se reverter algumas das medidas que estão sendo tomadas neste momento pelo consórcio dos assaltantes do poder[1].

A entrevista já bastou para criar um frenesi em alguns setores de esquerda, que acusaram Lula de ser conivente com a bandalheira empreendida pelos golpistas que usurpam o poder desde 12 de maio de 2016[2]. Evidentemente que a referida entrevista, se descontextualizada, pode servir como um aríete contra a liderança de Lula e como uma tentativa de desmoralização do mesmo junto aos setores populares.

Seria importante ler na íntegra o que Lula disse na entrevista, até para não incorrer em erros propositais de alguns nano setores que insistem na tentativa de desmoralização permanente contra o ex-presidente[3]. Como debater a respeito de conjecturas, não é mesmo? De modos que a partir da leitura completa da resposta dada ao radialista, se pode enriquecer o debate sem mistificações grosseiras. Sobre a reversão do desmonte dos golpistas, Lula disse:

Olha, primeiro é muito, e seria falso e seria dizer, olha, eu vou chegar e vou anular tudo. É preciso que a gente meça duas coisas. Primeiro a correlação de forças que você vai ter como resultado das eleições. E por isso que isso tem que ser bem trabalhado durante o processo eleitoral. Segundo, você não vai ser eleito pra ficar brigando com o ex governo. Você vai ficar brigando pra fazer as coisas que tem que fazer. Uma coisa as pessoas tem que ter certeza: eu sou defensor de que os trabalhadores tem que ter direitos trabalhistas; tem que ter as conquistas que eles tiveram garantidas. Eu sou favorável que o trabalhador não seja penalizado. Eu sou favorável a que um governo não gaste o que não tem. Mas o governo tem capacidade de endividamento e no caso de fazer investimento o governo pode se endividar pra fazer investimento em obra de infraestrutura e fazer com que o país volte a crescer. Porque somente assim é que a gente vai poder levar o Brasil a ser a quinta economia do mundo, como nós quase fomos em 2008. Eu estou convencido que o que eles estão fazendo não é reforma, eles tão demolindo as conquistas que o povo brasileiro teve a partir da CLT em 1943, com o governo do Getúlio Vargas. É uma pena que os empresários brasileiros, e sobretudo o Congresso Nacional, que deve ser o congresso ideologicamente pior que nós já tivemos nesse país, tente desmontar os direitos dos trabalhadores brasileiros, quase que querendo voltar ao tempo da escravidão. […]

Para além de tais ou quais falas de Lula, seria importante verificar a quantas anda a potência da esquerda brasileira. E por uma razão até bem simples: digamos que Zé Maria, militante do PSTU, vencesse o pleito presidencial do ano que vem. O PSTU, partido que completará 25 anos em 2019[4], lamentavelmente não possui sequer um único e mísero vereador em todo o território nacional. Como Zé Maria presidiria o país nestes termos?

Em termos institucionais (que obviamente não são os únicos que contam[5]) os partidos de esquerda estão muito debilitados no parlamento nacional. Neste ponto seria importante delimitar quais seriam estes partidos – sem nenhum tipo de ressentimentos ou sectarismos -, de modos que para mensurar a situação vamos considerar os seguintes partidos: PT, PDT, PSB, PC do B, PSOL e REDE.

Na Câmara dos Deputados possuem hoje 135 deputados federais entre 513 (26,3% do total)[6]. No Senado a situação é ainda mais dramática e os partidos de esquerda tem atualmente apenas 19 senadores entre os 81 existentes (23,4% do total)[7]. No parlamento como um todo os partidos de esquerda somam 154 integrantes entre as 594 cadeiras possíveis (25,9% do total). Será que a reversão completa do caos atual é algo factível dentro dessa situação?

Para superar os impasses e a camisa de força institucional será preciso fazer um grande trabalho junto aos movimentos estudantis, sindicais e sociais, bem como nas redes sociais, e explicar ao conjunto da população os entraves do sistema político-eleitoral[8]. Guilherme Boulos, em atividade conjunta com João Pedro Stédile, em Porto Alegre, falou da importância desse e de outros debates:

Boulos também chamou a atenção para o fato de que não foi a esquerda que rompeu com essa política de conciliação de classes, mas a própria burguesia. “Saiu a conciliação e entrou a exploração. A política do governo Temer envolve uma profunda repressão social. A PEC do congelamento dos gastos sociais. Nem os governos mais neoliberais que tivemos na América Latina, incluindo o de Pinochet no Chile, chegou a esse atrevimento. Com essa medida, definiu-se a política econômica dos próximos quatro governos. Uma das consequências disso é que não basta mais eleger outro governo. É preciso também ter três quintos do Congresso para reverter isso”.

Do mesmo modo que não se pode justificar a debilidade dos partidos de esquerda a partir de uma única variável, no caso específico a questão da correlação de forças, é preciso dar o destaque e a dimensão adequada que esse tema possui. Com um Congresso Nacional que tem 75% de representantes de direita ou centro-direita, fica difícil levar a cabo um programa autenticamente popular[9].

Para recuperar o protagonismo político a esquerda precisa se dar conta de que nenhum presidente possui poderes descomunais. O que ele pode é dar um rumo a seu governo e orientar algumas mudanças políticas importantes. Querer que um presidente faça uma revolução[10], tendo somente 25% de parlamentares no Congresso Nacional, é como querer que um ornitorrinco fale aramaico. Mesmo que este presidente seja alguém como Lula.

REFERÊNCIAS

MAISTV. Confira entrevista de Lula a Arapuan FM. Publicado em 07/2017. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1QpV9PNdEMA

BOULOS, Guilherme.; STÉDILE, João Pedro. Stédile e Boulos apontam cenários, riscos da crise e os desafios para a esquerda. Publicado em 05/2017. Disponível em http://www.sul21.com.br/jornal/stedile-e-boulos-apontam-cenarios-riscos-…

 

[1] MAISTV. Confira entrevista de Lula a Arapuan FM. Publicado em 07/2017. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1QpV9PNdEMA

[2] MIGUEL, Luis Felipe. Do possibilismo raso à ausência de debate. Publicado em 07/2017. Disponível em http://jornalggn.com.br/noticia/do-possibilismo-raso-a-ausencia-de-debat…

[3] CARSTEN, Bruno. Lula afirma que não anulará reformas de Temer se for eleito em 2018. Publicado em 07/2017. Disponível em http://www.esquerdadiario.com.br/Lula-afirma-que-nao-anulara-reformas-de…

[4] PSTU. Um partido coerente, operário, revolucionário e socialista. Disponível em http://www.pstu.org.br/conheca/

[5] REGALADO, Roberto. Sistema vai impedir alternância de poder entre direita e esquerda. Publicado em 05/2017. Disponível em http://operamundi.uol.com.br/conteudo/geral/47201/sistema+vai+impedir+al…

[6] BRASIL, Câmara dos Deputados. Bancada Atual. Disponível em http://www2.camara.leg.br/deputados/pesquisa/bancadas/bancada-atual

[7] BRASIL, Senado Federal. Senadores em Exercício. Disponível em http://www25.senado.leg.br/web/senadores/em-exercicio

[8] GUIMARÃES, Juarez. A esquerda brasileira e o republicanismo. Publicado em 12/2016. Disponível em https://democraciasocialista.org.br/a-esquerda-brasileira-e-o-republican…

[9] VALLEY, Marcio. A esquerda precisa centrar no legislativo. Publicado em 10/2016. Disponível em http://jornalggn.com.br/blog/marcio-valley/a-esquerda-precisa-centrar-no…

[10] APARECIDO, Luiz. Mude a correlação de forças no Congresso! Publicado em 08/2010. Disponível em http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/forum/mude-a-correlacao-de-for…

http://jornalggn.com.br/blog/diogo-costa/sobre-a-fala-de-lula-por-diogo-costa

#BRASIL

#Brasil
Governo Temer empurra Brasil de volta ao mapa mundial da fome
DOM, 09/07/2017 – 12:39
ATUALIZADO EM 09/07/2017 – 12:58
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – A crise econômica aumentou o desemprego no Brasil e ações deflagrados no governo Temer, sob o guarda-chuva do ajuste fiscal, empurra o País de volta ao mapa mundial da fome da ONU. Entre elas, a exclusão de pessoas do programa Bolsa Família e o corte no programa de agricultura familiar, que tem impedido centenas de milhares de pessoas de terem renda suficiente para comprar alimentos. É o que aponta reportagem publicada pelo jornal O Globo neste domingo (9).

Segundo o veículo, “três anos depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da ONU — o que significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente —, o velho fantasma volta a assombrar famílias” no Brasil.

O alerta conta em relatório que será apresentado às Nações Unidas na próxima semana, sobre o “cumprimento de um plano de ação com objetivos de desenvolvimento sustentável acordado entre os Estados-membros da ONU, a chamada Agenda 2030”.

O Globo ouviu de Francisco Menezes, coordenador do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Soicias e Econômicas) e consultor do ActionAid, que “o país atingiu um índice de pleno emprego, na primeira metade desta década, mesmo os que estavam em situação de pobreza passaram a dispor de empregos formais ou informais, o que melhorou a capacidade de acesso aos alimentos”.

Mas a mudança na base de dados do Bolsa Família com o intuito de esvaziar o programa, realizada no final do ano passado, além da “redução do valor investido no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que compra do pequeno agricultor e distribui a hospitais, escolas públicas e presídios, são uma vergonha para um país que trilhava avanços que o colocava como referência em todo o mundo”.

O jornal lembrou que, ano passado, Temer promoveu um “pente-fino” no Bolsa Família com a desculpa de que o programa estava cheio de beneficiários que adulteravam os dados para continuar recebendo a ajuda de custo do governo sem ter necessidade. Com esse valor “economizado”, Temer pretendia fazer um reajuste no programa.

Porém, segundo O Globo, o pente-fino do governo só mostrou que a pobreza no Brasil avança a passos largos, em meio a crise econômica.

“O resultado [do pente-fino], porém, foi a confirmação de um fenômeno de empobrecimento. Ao cruzar bases de dados, a fiscalização encontrou mais de 1,5 milhão de famílias que tinham renda menor que a declarada — haviam perdido o emprego, mas não atualizaram o cadastro — e, por isso, teriam direito a benefícios maiores do que recebiam. Isso corresponde a 46% dos 2,2 milhões de famílias que caíram na malha fina por inconsistência nos dados. E o prometido reajuste no benefício, que seria de 4,6%, foi suspenso no fim do mês passado pelo governo, por falta de recursos.”

No Facebook, a assessoria de Lula comentou a reportagem. “O Brasil estava no caminho da inclusão social e da redução da fome e da miséria, com programas sociais que são referência em todo mundo. Com a sabotagem promovida pelos golpistas e o golpe, o Brasil saiu desse caminho.”

http://jornalggn.com.br/noticia/governo-temer-empurra-brasil-de-volta-ao-mapa-mundial-da-fome

Meirelles já discute governo Maia e já dá até palpites; Temer já foi descartado até por seus ministros

Meirelles já discute governo Maia e já dá até palpites; Temer já foi descartado até por seus ministros

Muda o presidente, ficam os demônios que querem as reformas

Considerado peça-chave em uma eventual mudança de comando no governo, Henrique Meirelles já discutiu, reservadamente, a possibilidade de permanecer no Ministério da Fazenda caso Michel Temer seja substituído por Rodrigo Maia.

Em conversas com aliados e investidores sobre a deterioração do cenário político, o ministro apontou que a equipe econômica só aceitaria permanecer sob um novo presidente caso haja garantias de autonomia ampliada –principalmente sobre a escolha da cúpula do BNDES.

Ao longo da semana, Meirelles se reuniu com representantes do setor financeiro que o questionaram sobre o futuro da política econômica caso Maia assuma a Presidência da República. Ouviu apelos para que fique no ministério nessa hipótese.

Procurada pela Folha, a assessoria do ministro informou que ele jamais conversou sobre o tema com qualquer pessoa.

O mercado quer atualizar suas previsões sobre a continuidade da agenda de reformas proposta por Temer, travada com a crise política provocada pelas acusações de corrupção contra o presidente. Pondera se Maia, que tem relação direta com o plenário da Câmara, teria capacidade de retomar esses planos.

A principal preocupação é a realização da reforma da Previdência. Investidores e banqueiros acreditam que Temer perdeu capital político e não será capaz de conduzir mudanças nas regras de aposentadoria na dimensão que julgam necessária. Maia tenta convencer o setor financeiro de que pode ser um novo fiador dessa agenda.

Na avaliação da equipe de Meirelles, uma reorganização do núcleo do Planalto em uma mudança de presidente poderia gerar dúvidas sobre a manutenção dessa pauta.

Uma das incógnitas seria a permanência de Eliseu Padilha na Casa Civil.

O ministro foi o principal articulador da proposta de reforma da Previdência de Temer. Apesar de embates entre as equipes política e econômica, Meirelles considerou Padilha um ator importante no avanço do projeto.

Um possível deslocamento do atual chefe da Casa Civil para uma pasta fora do Planalto, num eventual governo Maia, enfraqueceria, na visão desses auxiliares de Meirelles, as negociações políticas da reforma.

Por enquanto, Meirelles só trata timidamente da possibilidade de permanecer em uma equipe de Maia. Lembra que, quando aceitou ser o ministro da Fazenda de Temer, em maio de 2016, negociou cláusulas que lhe dariam liberdade para escolher seu time e estabelecer os rumos da política econômica.

Sob Maia, dizem auxiliares, seria necessária uma renegociação dos termos, com uma ampliação de seu poder.

Meirelles já demonstrou incômodo com interferências da ala política do governo Temer sobre aspectos que impactam diretamente as contas públicas. Reclamou também da escolha de Paulo Rabello de Castro para presidir o BNDES, por considerar que o economista abriu os cofres do banco em um momento de aperto fiscal.

Aliados apontam que uma das principais condições para a permanência de Meirelles no Ministério da Fazenda seria a garantia de que ele poderia nomear uma nova cúpula para a instituição.

A disposição do ministro diante de uma mudança de governo é comedida porque a dificuldade de recuperação econômica criou obstáculos para seus planos políticos.

Meirelles projetava uma candidatura ao Planalto em 2018, ancorada no discurso de que ele teria sido o idealizador de medidas que tirariam o país da recessão.

A manutenção do comando da equipe econômica também é uma expectativa de parte da classe política que acena com apoio a Maia. Em uma conversa nesta semana, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, que defende o desembarque do partido do governo Temer, disse ao presidente da Câmara que Meirelles é essencial para garantir a estabilidade do país.

http://www.plantaobrasil.net/news.asp?nID=97885&po=s

USP ADERE COTAS RACIAIS, MAS RACISMO AINDA É DETERMINANTE NA ACADEMIA

Abqixo o preconceito racial JÁ!!!

SÃO PAULO, SP - 05.07.2017: USP APROVA COTAS RACIAIS E ESCOLA PÚBLICA - O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou na noite da última terça-ferira (4), a reserva de vagas para alunos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas nos cursos de graduação da instituição a partir do próximo ano. Esta é a primeira vez que a USP vai adotar um sistema de cotas sociais e raciais. (Foto: Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 1350928Ronilso Pacheco

CONSELHO DA USP (Universidade de São Paulo) aceitou a instituição de cotas sociais e raciais para o seu concorridíssimo vestibular a partir de 2018 na última terça-feira(4). A repercussão da notícia, tanto nas redes sociais, quanto nos sites, dá a dimensão da importância de uma instituição como a USP se incluir entre as universidades públicas que reconhecem a necessidade de instrumentos que possibilitem o acesso e a reparação, via sistema de cotas raciais, das desigualdades que distanciam, sobretudo, jovens negros e negras, das mais importantes universidades do país.

Mas o dilema vai muito além disso. Em junho, o Coletivo Nuvem Negra, fundado em 2015 por alunos negros e negras da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio, divulgaram uma pesquisa, fruto da campanha “Quantos professores negras/os tem na PUC-Rio?”.

Dados de 2016 gerados pelo Sistema de Gerência Universitária (SGU) da universidade apontaram que apenas 4,3% do corpo docente…

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